quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O “povão” e a nova maneira de avaliar os candidatos

A premissa da democracia eleitoral, na sua acepção contemporânea, é a liberdade do eleitor para definir seu voto. Cada um faz o que quer com ele. Consulta a consciência, toma sua decisão e a deposita na urna (no Brasil, digita o número de seu escolhido). Uns não são mais livres que outros. Ninguém é obrigado a votar como os demais e nem a selecionar seus preferidos da mesma maneira que os outros.

Os "ingratos" se vingam de Lula

Segundo o Centro de Políticas Sociais da FGV-RJ, quase 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe C no governo Lula.

Esse pessoal tem renda familiar mensal entre R$ 1.126 e R$ 4.854. Constitui hoje o bloco com maior poder de consumo no país, à frente das classes A, B, D (já o segundo maior) e E.

Segundo a empresa de pesquisas Data Popular, cabem no bolso da classe C cerca de R$ 430 bilhões anuais em compras.

Foi graças principalmente à política de valorização do salário mínimo (alta de 53% acima da inflação sob Lula) e aos quase 15 milhões de empregos formais criados em seu governo que essa travessia para a classe C ocorreu.

Pois bem: é exatamente a classe C que está ameaçando a candidata petista Dilma Rousseff de ter de enfrentar um segundo turno.

Dilma perdeu cerca de 6 milhões de votos (entre um total de 135 milhões) nas duas últimas semanas.

O período foi pontuado por escândalos na Casa Civil, a demissão da ex-braço direito de Dilma, Erenice Guerra, e por críticas destemperadas da candidata e de Lula contra a imprensa em geral.

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, foi a maior beneficiada por essa migração de votos. Conquistou cerca de 4 milhões de eleitores no período. Serra ganhou cerca de 2 milhões.

Mais da metade dessa "sangria" (cerca de 3,6 milhões de votos) se concentrou exatamente na parcela da população pertencente à classe C.

O mais significativo é que Dilma perdeu eleitores ou oscilou para baixo em todos os estratos da população.

Isso ocorre quando a economia brasileira está posicionada para crescer quase 8% neste ano eleitoral. E num momento em que a renda e o número de empregos formais continuam ascendentes.

A grande trincheira de Dilma continua sendo os menos favorecidos.

No Nordeste, região mais pobre do Brasil, ela tem o triplo das intenções de voto de Serra (59% contra 19%). Entre os que tem renda familiar mensal até R$ 1.020, Dilma bate Serra por 52% a 25%.

O irônico nesta reta final do primeiro turno é que é de Lula o mérito por ter colocado mais dinheiro no bolso dos brasileiros para comprar bens, televisores, estudar mais e se informar.

São eles que colocam agora sua candidata sob pressão por conta de escândalos e fanfarronices contra a mídia.

É bom que seja assim.

"Sucessão geracional"

29/09/2010

A eleição ainda nem acabou, e o Datafolha reabre a possibilidade de haver segundo turno, mas Aécio Neves já fala como líder do que seria, digamos, a nova oposição que vem por aí, caso se confirme a vitória de Dilma Rousseff.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Melhor esquecer

Droga de campanha, esta.

Fora do controle do seu marqueteiro, Dilma revelou-se incapaz de dissertar sobre qualquer coisa com começo, meio e fim.

A racionalidade excessiva de Serra embotou todo tipo de emoção que ele pudesse transmitir.

Marina arrancou lágrimas de empresários em pequenas auditórios, mas saiu-se mal nos debates de televisão.

Alguém sabe citar de cor as principais promessas feitas pelos candidatos?

Lembro das seis mil creches e das não sei quantas Unidades de Pronto Atendimento de Dilma; do salário mínimo de R$ 600,00 e do reajuste dos aposentados de Serra; e do “governar com os melhores” de Marina. Em suma: promessas pontuais ou genéricas.

O corpo de Lula e o pacto social

Deu em O Estado de S. Paulo

Além de brindar os ‘mais pobres’ no projeto político, presidente tratou de cooptar os ‘muito ricos’

Tales A. M. Ab'Sáber

Lula deu início a seu governo declarando de modo desafiador e irônico que surpreenderia fundamentalmente tanto a direita quanto a esquerda. Afora o que há de autocomplacência lépida e demagogia comum na frase, de resto dimensões narcísicas do discurso que o político e seu governo jamais aboliram, há nela, em seu fundo, uma verdade política explícita forte, que acabou por se confirmar historicamente.

sábado, 25 de setembro de 2010

Acabar com a desigualdade não é tudo

Por Rui Nogueira / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 19/9/2010 0:24
''Acabar com a desigualdade não é tudo''

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=25629499

Acabar com a desigualdade não é tudo; os maus exemplos no comportamento político têm um viés de 'democracia popular'; os laços com o corporativismo são fortes, significam um retrocesso e 'não são um bom manto para a democracia'.

A síntese é acrescida da percepção de que 'há abuso de poder político' e foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma 'assombrosa conversão ao passado'.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida no início da semana.

O sr. não acha que os exageros retóricos do presidente Lula vão além da circunstância eleitoral e podem estar desligando da tomada os aparelhos da democracia?

Sinceramente, não acho que o presidente Lula tenha uma estratégia nessa direção. Acho que a democracia tem raízes fortes no País, a sociedade é muito diversificada, a sociedade civil é mais autônoma do que se pensa, as empresas são poderosas, a mídia é poderosa. Não acho que o Lula tenha um projeto para cercear a democracia. O que ele tem é uma prática que, às vezes, excede o limite. E, quando isso acontece, eu me manifesto. A democracia não é um fato dado, é uma constante luta. Se a gente começa a fechar os olhos às pequenas transgressões, se elas vão se acumulando, isso tudo distorce o sentido das coisas.

Há algum problema na origem da nossa cultura política?

Sim, a nossa cultura política não é democrática. Nós aceitamos a transgressão com mais facilidade, nós aceitamos a desigualdade perante a lei, para não falar das outras desigualdades aceitas com mais facilidade ainda. Você tem um arcabouço democrático, mas o espírito da democracia não está consolidado.

E de quem é a culpa?

Não é de ninguém. Mas a responsabilidade para não quebrar esse arcabouço e reforçar o espírito da democracia é de quem tem voz pública. O presidente da República é responsável porque a conduta dele, no bom e no mau sentido, é tomada como exemplar. Portanto, ninguém é culpado, mas há responsáveis.

De que maneira explícita pode então ser atribuída uma cota de responsabilidade nesse processo ao presidente Lula?

Uma das coisas que mais me surpreendeu na trajetória política do presidente Lula foi a absorção por ele do que há de pior na cultura do conservadorismo, do comportamento tradicional. Ele simplesmente não inovou na política.

Dê exemplos.

O Lula adotou o clientelismo. Veja o caso do Amapá, onde o presidente Lula pede voto no fulano e fulano porque é amigo. Depois se descobre que o fulano está envolvido em escândalos, mas aí desenrola-se uma mistificação dizendo que nunca se puniu tanto como no governo dele. Isso é um comportamento absolutamente tradicional. Desde quando passou a mão na cabeça dos aloprados, o critério é sempre esse. No fundo, o Lula regrediu ao Império, aplicando a regra do 'aos inimigos a lei, aos amigos a lei'. Ele não inovou do ponto de vista político, mas poderia ter inovado.

O sr. esperava um presidente Lula mais democrático, mas está apontando traços caudilhescos no comportamento dele.

O PT quando foi criado se opunha ao corporativismo herdado do fascismo e de Getúlio Vargas. No poder, o que vemos é que ele ampliou esse corporativismo. O PT trata esse corporativismo como se fosse um movimento da sociedade, quando nós estamos diante da ligação de grupos corporativistas ao Estado e o controle desses grupos pelo Estado.

Responda 'sim' ou 'não' a esta pergunta: Lula tem alguma tentação a cultivar uma variante para a democracia popular?

Sim.

Explique a resposta.

Lula não tem esse propósito, mas a recorrência do linguajar político e a forma de agir levam à crença de que o que vale é ter maioria. E democracia popular é o quê? A democracia é mais do que ter maioria, o que é conquistado à força pelas ditas democracias populares. Democracia também é respeito à lei, respeito à Constituição, respeito às minorias e à diversidade. Tudo isso é obscurecido nas democracias populares, onde se entende que, se você tem a maioria, você tem tudo e pode tudo. Tem o direito de fazer o que bem entender. O presidente Lula não pensa em fazer isso, mas essas são as consequências do comportamento político que ele tem. Precisa ter limites.

Concretamente, que tipo de limite deveria ser imposto ao presidente Lula?

Não se pode, por exemplo, ver o presidente, todos os dias, jogar o seu peso político na campanha eleitoral. E vem agora uma senhora recém-empossada como ministra-chefe da Casa Civil (N.R.: Erenice Guerra, que caiu na quinta-feira, um dia depois da gravação desta entrevista) acusar o principal candidato da oposição, o José Serra, de 'aético'. Acusa por quê? Porque o candidato está protestando contra a violação do sigilo fiscal de sua família. Ela não tem expressão política alguma, mas baseia a acusação no quê? No princípio de que quem pode e quem não pode se sacode.

O sr. foi surpreendido com o discurso do 'nunca antes neste País' do presidente Lula?

De alguma maneira, sim, mas nem tanto. O comportamento do Lula, mesmo no tempo de líder da oposição, sempre foi de uma pessoa loquaz, fácil de apreender as circunstâncias políticas, muito mais tático do que estratégico. Ele falou em 'metamorfose ambulante' e isso explica bem o seu estilo e caracteriza bem o seu traço de conservadorismo.

Qual foi, então, a sua grande surpresa com Lula?

Achei que ele fosse mais inovador, capaz de deixar uma herança política democrática, mostrando que o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia, não pensar que isso só pode ser feito por caudilhos como Perón, Chávez etc. Essa é, aliás, a imagem que o mundo tem do Lula, que ele está incorporando os excluídos - o que já vinha do meu governo, a partir da estabilização econômica, mas é verdade que ele acelerou. Mas Lula está a todo o instante desprezando o componente democrático para ficar na posição de caudilho.

O que está na origem dessa tentação?

Na Europa, já não é mais assim, mas em alguns lugares ainda se acha que acabar com a desigualdade é tudo, que vale tudo para acabar com a desigualdade. Valia até apoiar o regime stalinista, o que Lula nunca foi. O que ele tinha de inovador é que o PT falava de democracia, um lado que está sendo esquecido. Nunca disse uma palavra forte em favor dos direitos humanos. Pode, perfeitamente, dizer que o caso nuclear do Irã não pode servir para atacar o país, lembrar o Iraque, mas, ao mesmo tempo, tem de ter uma palavra forte em defesa de uma mulher que pode morrer apedrejada.

O sr. já disse que o governo Lula tem realizações próprias suficientes para não precisar ser 'mesquinho' e usar esse 'nunca antes neste País'. Por exemplo?

O governo do presidente Lula atuou bem diante da crise financeira mundial (2008/2009). Isso não é fruto do passado, é fruto do presente. Nas outras áreas, ele deu bem continuidade, mas na crise podíamos ter naufragado e ele não deixou naufragar.

Outro exemplo de bom serviço prestado pelo governo Lula ao País?

Não sei qual a razão, mas o Lula acertou ao não engordar o debate sobre o terceiro mandato. Não sei se está ou não arrependido, mas o certo é que ele não engordou esse debate.

Em compensação, entrou na campanha com se estivesse disputando o terceiro mandato.

E não precisava. Ele podia atuar dentro da regras democráticas, mas está usando o poder político para forçar situações eleitorais. Há até um movimento em que ele se envolve para derrotar senadores da oposição, parece um ato de vingança porque não gostou da atuação deles no parlamento.

A jornalista e colunista do Estado Dora Kramer falou, há dias, de uma 'academia inativa por iniciativa própria'. É isso?

A frase pode ser um pouco forte, tem muito intelectual opinando, mas a academia está muito distante da vida, produzindo análises vazias. Lidam mais com conceitos do que com a realidade. Falam muito sobre livros, em vez de falar e escrever sobre o processo da vida. Houve, sim, um afastamento da academia desses desafios. A situação do País é boa, a começar pela situação econômica e social, e isso paralisa muita gente, mas a academia é que tem de manter o senso crítico, alertar, dizer o que está acontecendo e que merece reparos.

Limites

deu em o globo
Merval Pereira

A pesquisa do Ibope divulgada ontem pelo Jornal Nacional confirma a tendência de redução da diferença entre a líder Dilma Roussef e seus mais próximos competidores, o tucano José Serra e a verde Marina Silva. Pelo Ibope, essa redução está se dando mais pela definição dos indecisos em favor deles do que de uma queda da candidata oficial, o que significa que esse movimento não é suficiente para impedir que Dilma vença no primeiro turno.

O QUE PRETENDE A MÍDIA COMERCIAL

TEXTO DE FREI LEONARDO BOFF(*)

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso"pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais" onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cureau, a censora

Mino Carta e Sandra Cureau
Enviado por luisnassif, sex, 24/09/2010 - 11:14

De CartaCapital

Mino Carta

24 de setembro de 2010 às 10:00h

Permito-me sugerir à doutora Sandra Cureau, vice-procuradora-geral da Justiça Eleitoral, que volte a se debruçar sobre os alfarrábios do seu tempo de faculdade, livros e apostilas, sem esquecer de manter à mão os códigos, obras de juristas consagrados e, sobretudo, a Constituição da República. O erro que cometeu ao exigir de CartaCapital, no prazo de cinco dias, a entrega da documentação completa do nosso relacionamento publicitário com o governo federal nos leva a duvidar do acerto de quem a escolheu para cargo tão importante.

Razões

artigo
por Merval Pereira

Está acontecendo um fenômeno interessante em relação à última pesquisa do Datafolha, que registrou uma redução da diferença entre a candidata que lidera, Dilma Rousseff, e seus oponentes, notadamente o tucano José Serra e a verde Marina. Nenhum deles liga essa queda diretamente ao escândalo envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, por motivos distintos.

A maior capitalização da história

Enviado por luisnassif, sex, 24/09/2010 - 00:48

Por Osvaldo Ferreira
Apesar de toda a campanha da velha mídia e dos "analistas" da Globo, Folha, Estadão e O Globo, Petrobrás completa processo de capitalização que irá entrar para a história. É a maior capitalização de todos os tempos e sem paralelo na história do capitalismo. Lula bate o martelo na Bovespa/BMF amanhã, sexta, em momento memorável e muito significativo de fortalecimento dos interesses nacionais...

23/09/2010 - 22h21

Petrobras capta R$ 120,4 bi com ações

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Pouco mais de um ano depois do anúncio, a Petrobras levantou hoje R$ 120,36 bilhões (US$ 69,97 bilhões) na maior venda de ações já feita no mercado de capitais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dines e o gás no fogo do Estadão

Por Silvana
Do Observatório da Imprensa

Estadão põe gás no fogo

Por Alberto Dines em 23/9/2010

O Estadão ensandesceu: a manchete de capa de quarta-feira (22/9) transforma um embate episódico entre o governo e alguns veículos de comunicação numa confrontação política de grandes proporções e imprevisíveis conseqüências. E coloca indevidamente o Brasil ao lado da Venezuela e a Argentina no rol dos países latino-americanos onde o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão correm riscos.

Por um pingo de serenidade

Eugênio Bucci - O Estado de S.Paulo

Por iniciativa pessoal do presidente da República, a imprensa vai se convertendo em ré nesta campanha eleitoral. Nos palanques, ele vem investindo agressivamente contra ela. Diz que vai derrotá-la nas eleições. Lula grita, gesticula, fala com muita virulência. Por que será?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Personalidades lançam manifesto em defesa da democracia

Entre os que já assinaram o documento estão Hélio Bicudo, Carlos Velloso, José Arthur Gianotti, Ferreira Gullar e Carlos Vereza

Estadão.com

Num momento em que o governo do presidente Lula se dedica a investidas quase diárias contra a liberdade de informação e de expressão e critica a imprensa por divulgar notícias sobre irregularidades na Casa Civil, um grupo de personalidades de diferentes setores - entre eles juristas, intelectuais e artistas - decidiu lançar um “Manifesto em Defesa da Democracia”, cuja meta é “brecar a marcha para o autoritarismo”.

PT endossa ato de centrais sindicais contra mídia

Leila Suwwan, O Globo

O PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) subiram nesta terça-feira o tom das críticas contra a imprensa e afirmaram que o "Ato contra o golpismo midiático ", marcado para esta quinta-feira, é "reação legítima" ao que consideram ser favorecimento à campanha presidencial tucana.

Peso da corrupção

Deu em O Globo
Miriam Leitão

É evidente que houve um aumento da corrupção no governo. Houve um momento em que era comum dizer que o rigor da apuração dava a impressão de mais corrupção. Agora, é difícil esconder.

'TV Lula' contrata empresa que emprega filho de Franklin

Deu em O Estado de S. Paulo
Leandro Colon

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do governo federal, contratou por R$ 6,2 milhões uma empresa que emprega o filho do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, presidente do Conselho de Administração da estatal, conhecida como “TV Lula”.

Prenúncios

deu em o globo
Merval Pereira

O presidente Lula anda pelo Brasil a falar mal dos meios de comunicação que, segundo ele, inventam coisas contra o seu governo para impedir que ele tenha sucesso. E o que é o sucesso que Lula procura tão ansiosamente que não lhe bastam a popularidade recorde e o prestígio internacional (um pouco abalado, é verdade, mas ainda grande)? A vitória de Dilma no primeiro turno.

Volta a manipulação do ‘golpismo’ (Editorial)

Deu em o globo

Assim como garante a liberdade de imprensa e expressão, a Constituição sustenta o direito à reunião — prerrogativas democráticas clássicas, restabelecidas pela Carta de 1988.

O PT, portanto, faz o que a lei permite ao convocar para amanhã, em São Paulo, um ato contra o “golpismo da mídia”, ao qual haviam aderido centrais sindicais, CUT à frente, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os partidos aliados PCdoB, PSB e PDT.

Serra faz promessas, mas mostra desconhecimento sobre o Bolsa Família

EDUARDO SCOLESE
EDITOR-ASSISTENTE DE PODER

Ao falar nesta terça-feira sobre a promessa de criar uma espécie de 13ª parcela do Bolsa Família, o presidenciável tucano, José Serra, demonstrou desconhecimento do principal programa de transferência de renda do país.

Americana agradece empenho do governo brasileiro

O Globo

A americana Sarah Shroud, recentemente libertada após 14 meses presa no Irã por suspeita de espionagem, foi nesta terça-feira à sede da Missão Brasileira na ONU, em Nova York, agradecer pessoalmente ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o empenho do governo brasileiro por sua libertação.

domingo, 19 de setembro de 2010

Folha, Se Manca 7...

Por Felis
Ontem, dia 17/09/2010, rompi, após trinta anos de relacionamento, meu derradeiro vínculo com o jornal Folha de São Paulo: cancelei minha assinatura do portal UOL, por intermédio do qual acessava a versão eletrônica daquele diário.

A decisão de fazê-lo deve ser entendida num contexto temporal mais amplo, ainda que tenha tido como motivação mais próxima a postura obscena da Folha em favor de determinado candidato na atual campanha presidencial. Não que, como é patente no caso da Folha, um veículo de imprensa não possa ter seu candidato. É legítimo que o tenha e que manifeste sua preferência por ele. Mas, para isso, há um local apropriado: o editorial. O que não se admite é que se contamine o noticiário com essa preferência, seja omitindo, distorcendo ou inventando notícias.

Folha, Se Manca 6...

De Samy

Em março/abril desse ano tb cancelei a minha assinatura do UOL, sempre o considerei o portal mais completo mas o conteúdo, integralmente vindo da Folha, começou a me incomodar, por perceber a falta de isenção e desequilíbrio com que as manchetes ora tratavam o governo, ora a oposição. Abaixo meus e-mails enviados ao ombudsman do UOL pedindo revisão de postura, nele já percebemos a tendência do jornal emporcalhar a cobertura, dando preferência às notícias de escândalos que agora se tornam recorrentes:

Folha, Se Manca 5...

Por Paulo Paiva

Eu cancelei a minha após o evento da ficha falsa e como você acho que não basta, eu realmente torço para que o jornal feche as portas - gostaria de participar mais ativamente de alguma campanha contra o referido jornal do qual já fui assinante. Pensei que poderíamos começar uma campanha comunicando os patrocinadores do referido jornal sobre a possibilidade de boicote àqueles que financiam a folha - ao contrário do que possam dizer, é um gesto democrático eu não compro produtos de quem financia um jornal que mente e deturpa notícias. Acho que uma campanha dessas, principalmente alertando 'antes' os patrocinadores pode ser saudável, exceto claro o Governo de São Paulo que, pelo jeito, vai continuar além de comprar assinaturas para as escolas.

Folha, Se Manca 4...

Por Omar Torres

A cerca de cinco anos atrás tomei a decisão radical e muito saudável de fechar as minhas contas bancárias pessoais, deixar de ler jornais, revistas, ver noticiário de televisão e rádio. Chego aos sessenta anos bem de saúde, economicamente equilibrado e muito mais bem informado. Ainda que cause espanto, sou fundador de um Sindicato de Jornalistas, ex-proprieário de um pequeno jornal, comunicador de rádio e desde 1998 empresário do ramo de prestaçõ de serviços. Considero-me bem informado porque excluí da minha vida os tradicionais meios de comunicação. Leio vários blogs, sabendo, claro, de suas tendencias e acompanho a trajetória de quem os faz. Daí tiro minha média ponderada e formo meu juizo de valor. Moro no Nordeste (Petrolina) e ouso afirmar que o lado cá de cima é muito menos contaminado ou influenciável pelo PIG que o Sul marvilha.

Folha, Se Manca 3...

Por Wagner Borja

Fui leitor da FSP por mais de 25 anos.

Aprendi muito com Cláudio Abramo, Janio de Freitas....mas com o passar do tempo...o jornal foi se desfigurando!

Aquele órgão de imprensa de repente se transformava em caixa de ressonância da semanal da Abril, depois em panfleto partidário....aí foi demais....ficha falsa, espaço para acusações sem fundamento de violencia sexual por parte do presidente.....e todas as baixezas que sabemos.

Já deixei de assinar o jornal, ainda que tenham recentemente oferecido 60 dias de jornal gratuitamente o que prontamente recusei, agora o próximo passo é romper com o UOL, o debate com perguntas de militantes e funcionários do PSDB foi algo tao sem noção que nao consigo acreditar em nada do que dali se origina.

Enfim, pra completar, espero que o novo governo ponha fim a esse oligopólio midiatico, quero ter a possibilidade de ler jornais que tenham posições diversas de FSP e Estadão!

Por uma "ley de medios" já!

Folha, Se Manca 2...

Por Heleno Luís
Sou leitor há nem sei quanto tempo. Desde muleque, guri mesmo, sei lá, dez, doze anos. Tenho 36 anos, de família iletrada e humilde. Migrantes pernambucanos. No início nem entendia muito os textos dos editoriais. Para um garoto, complexo linguajar! Mas os lia, valentemente. Devorava o jornal do início ao fim. Até os anúncios necrológicos.

Inúmeras vezes deixei de tomar um lanche para comprar o jornal. Nunca fui assinante, comprar em banca era parte da minha militância e orgulho de assíduo leitor, além de um hábito, vício danado, impossível de conter. De quando em vez, me bandeava para o Estadão, coisa que não durava dois ou três dias, pois era um diário chatão, cheio das frescuras, de difícil decifração e pior, não tinha as crônicas do Cony.

Tornou-se um ritual na idade adulta. Depois do café da padaria (Dona Deôla da Cerro Corá, e agora uma fuleirinha sujinha aqui na Santa Cecília), uma passada na banca para pegar a Folha, e sôfrego, correr para o salão (sou cabeleireiro) destrinchar o jornal.

Hoje já não tenho mais estômago. Como o Lula, tenho azia.

Folha, Se Manca...

A Folha não entendeu. Simplesmente não entendeu ainda. O tempo da orgia mitômana, manipulativa, do bacanal do mau caratismo impune, já era. Nada mais fica sem resposta. Digo, o outro lado, agora , tem repercussão.

A competência da Folha, quer dizer, seu modus operandi, é o mesmo de Serra. Não é por nada tamanha identificação, irrestrita, sem limites. Ninguém mais se intimida, os berros raivosos só incomodam nossos ouvidos, nosso olfato(o bafo podre), nosso rosto(a baba da espuma raivosa), e nosso senso de decência. Folha, se manca.

Partido oculto

Deu em O Estado de S. Paulo
Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

Consta que o PT e o Planalto ficaram desolados com a divulgação da palestra feita para uma plateia de petroleiros pelo ex-presidente do partido, deputado cassado, réu processado por corrupção e autoproclamado "camarada de armas" de Dilma Rousseff, José Dirceu.

A onda de denúncias

Deu no Correio Braziliense
De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Por uma coincidência extraordinária, denúncias pipocam a toda hora nestes últimos dias de campanha eleitoral. Faltando duas semanas para a eleição do sucessor ou, pelo que parece, da sucessora de Lula, falar delas se tornou uma verdadeira obsessão para nossa grande imprensa.